AUDIOVISUAL CORPORATIVO. A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE NA IDENTIDADE DA EMPRESA

Audiovisual corporativo é uma peça importante
Qualidade é um requisito insubstituível num audiovisual corporativo

Audiovisual corporativo é uma peça fundamental para a estratégia de marketing de qualquer empresa.

Isso já era verdadeiro muito antes da chegada destes tempos de internet, da velocidade assombrosa de tráfego da informação, da amplitude e abrangência alcançadas pelas novas ferramentas e tecnologias de comunicação.

As empresas precisam estar aptas a compreender tudo o que está envolvido na produção de um audiovisual corporativo, para apoiar suas decisões e obter uma base técnica mínima para lidar com todos aspectos envolvidos numa produção deste tipo, porte e importância.

Não estamos falando de um vídeo apenas, pois esta peça, em específico, projeta literalmente a imagem da empresa ao mundo, e nesta condição, tudo é observado.

Os cuidados de produção, o acabamento, a qualidade do conjunto final, os detalhes (Ah! Os detalhes!), tudo o que vai carregar a imagem da corporação na ausência de quem fale por ela.

O primeiro passo, portanto, para produzir um audiovisual corporativo de qualidade, é entender e reconhecer que um audiovisual corporativo precisa ter qualidade.

Vamos aprofundar um pouco o tema e dar caminhos de compreensão do que é necessário considerar na hora de entrar de cabeça na elaboração de um audiovisual corporativo.

Vem com a gente!

Audiovisual corporativo. Tudo o que você precisa saber antes de produzir o seu

Os passos para um audiovisual
Tudo é importante, principalmente os detalhes

Audiovisual corporativo é uma ferramenta agressiva e poderosa de apresentação da empresa, seu perfil corporativo, sua filosofia, suas políticas de qualidade e de diferenciais competitivos, servindo para transmitir esta percepção, na maioria das vezes, na ausência de pessoas que falem pela corporação, o que aumenta a importância de profissionalismo em sua construção.

Os níveis de competitividade no mercado e no meio empresarial atingem estágios astronômicos e as corporações buscam, cada vez mais, meios para se manter próximos, sintonizados e presentes na memória de seus potenciais clientes e consumidores.

É neste cenário que o audiovisual corporativo ganha força e se torna fundamental para transmitir não apenas as informações, mas os valores, visões e perspectivas de uma corporação.

O vídeo já é uma realidade presente e consolidada na atividade de comunicação moderna.

Números e estudos que apontamos em outro artigo específico sobre o tema, apresentam dados impressionantes sobre a força do vídeo online na realidade da comunicação mundial.

Quase 90% de todo o tráfego da internet está na forma de vídeo, ou no mínimo, possui alguma ferramenta de vídeo em sua estrutura.

Não há como fugir a esta realidade.

Um minuto de vídeo tem o poder de comunicação equivalente a 1,8 milhão de palavras.

Não há muito o que dizer diante de dados tão definitivos.

Este artigo foi criado para apresentar os caminhos fundamentais para a produção de um audiovisual corporativo em padrões profissionais, qualificado, cuidado em detalhes e abastecido das técnicas necessárias para resultar numa obra de alto padrão, criativa, envolvente, informativa, engajadora e que transmita bem mais que a imagem da empresa, levando a uma visão de solidez, ética e integridade do empreendimento.

A utilização das informações presentes neste artigo serve para profissionais, ou pessoas que buscam profissionalização ou embasamento teórico à praticas já realizadas, mas fundamentalmente, o foco são as empresas, que em processo de decisão sobre a produção de seu audiovisual corporativo, buscam informações sobre…

…o que está envolvido…

…o que esperar dos profissionais que desenvolverão o trabalho…

…quais suas etapas…

…como são definidos valores e investimentos…

…como veicular uma ferramenta como esta…

e que tipo de resultados esperar.

Nosso objetivo é encurtar caminhos, abrir portas de conhecimento para que os projetos de audiovisual corporativo sejam vistos com maior transparência.

Pretendemos que todos os envolvidos no processo possam se sentir seguros em todas as etapas, desde as tratativas até a consolidação das ideias.

Que seja útil!

Que seja proveitoso!

Que seja bom!

Que seja realizador!

Audiovisual corporativo e sua definição

O princípio fundamental é de que toda a peça de comunicação que envolva a utilização conjunta de imagens gravadas, compostas com trilha sonora, locução e alguma espécie de interpretação é, por definição, uma peça audiovisual.

Se entendermos que esta peça audiovisual tenha como tema a apresentação das informações institucionais, filosóficas, mercadológicas, conceituais, comerciais e sociais de uma empresa, teremos aquilo que chamamos de audiovisual corporativo.

Os objetivos do audiovisual corporativo

Definição de audiovisual
Entendendo o significado de audiovisual corporativo

Um audiovisual corporativo é uma verdadeira manifestação de identidade global da empresa.

É utilizado para apresentar a imagem institucional do empreendimento, seu entendimento e posicionamento diante de toda a realidade que o cerca, nos aspectos empresariais, mercadológicos e sociais.

O audiovisual corporativo é utilizado como peça de campanha permanente ou sazonal.

Normalmente, o audiovisual corporativo está disponível nos principais canais de comunicação da empresa, como site, blog, redes sociais, ambientes internos e, em determinadas apresentações em eventos corporativos promovidos pela empresa ou que tenham sua participação.

A meta principal de um audiovisual corporativo, em geral, é estabelecer confiança, credibilidade, segurança e estabilidade nas relações institucionais da empresa.

Quem produz um audiovisual corporativo

A produção do audiovisual corporativo
Virando realidade

O vídeo online cresce numa progressão absurda, difícil de acompanhar. Existem diversos tipos de vídeos online e aplicações para estas peças e muitos deles permitem liberdade criativa total, inclusive quanto as técnicas utilizadas em sua produção.

Com o audiovisual corporativo a situação é diferente, muito mais delicada e exigente.

O primeiro passo é entender que se você precisa de um resultado profissional, deve se certificar que está contratando profissionais para a tarefa.

É fácil se perder em meio a este confuso cenário onde muita gente se apresenta como “profissional“, em quase todos os segmentos.

No universo do vídeo não é diferente.

Aventureiros de toda ordem frequentam este segmento fascinante, em busca de glamour, grana e guaraná, mas não são muitos os que podem garantir um serviço de alto padrão de qualidade.

Por ALTO PADRÃO, não compreenda apenas preço, pompa e circunstância, mas a segurança de estar lidando com profissionais que…

  • Entendam da matéria;
  • Compreendam todas as etapas do processo;
  • Sejam comprometidos com os resultados;
  • Tenham envolvimento com o projeto;
  • Possuam um portfólio que ateste seus discursos e propostas;
  • Mantenham uma postura positiva ante o desafio;
  • Demonstrem evidente responsabilidade sobre a tarefa e humildade em suas relações;
  • Possuam a iniciativa de SUPERAR ÀS EXPECTATIVAS DO CLIENTE.

Se você encontrar este profissional, e ele demonstrar que, além de tudo, cuida de si e de seus negócios com carinho e responsabilidade, é bem provável que ele atue da mesma maneira com sua empresa.

Neste espectro estão envolvidos os filmakers, profissionais independentes, capacitados a realizar todas as etapas de uma produção, praticamente sem necessitar de outros envolvidos, pois tem habilidade e recursos para captar as cenas, dirigir, editar e pós-produzir a peça.

Outra vertente profissional são as produtoras, empresas constituídas de diversos profissionais com tarefas e atribuições definidas dentro do processo, que atuam em conjunto para resultar na peça final.

Porque a qualidade do audiovisual corporativo é importante

A qualidade do trabalho
A qualidade da peça reflete a qualidade da empresa

Um audiovisual corporativo é uma ferramenta que lida com a imagem institucional da empresa e, neste caso, quaisquer sinalizações são percebidas como características gerais do empreendimento.

Se você faz um vídeo com baixa qualidade de imagem, por exemplo, imediatamente alguém pode pensar algo como:

“Mas estes caras não cuidaram sequer da qualidade da imagem do seu audiovisual, como acreditar que eles cuidem bem de seus clientes?”

…ou se você faz um vídeo com uma ideia e execução confusa, falta de sintonia nos conteúdos, alguém pode pensar:

“Nossa, mas que confusão é esta? O que estão querendo dizer com esta mensagem?”

O ideal é que o audiovisual corporativo seja primoroso, perfeito ou o mais próximo possível que se possa chegar disto.

Possivelmente alguém vai dizer que a perfeição é inalcançável, mas no caso de uma peça como esta e nos atuais níveis de competitividade no mercado, a perfeição deixa de ser sonho e precisa se transformar em realidade.

O caminho para a CONQUISTA e FIDELIZAÇÃO de clientes é o ENCANTAMENTO.

Apenas clientes ENCANTADOS se tornam fiéis.

A LÓGICA nos ensina que a única forma de ENCANTAR alguém é SURPREENDER, pois ninguém se ENCANTA com aquilo que já conhece.

Podemos deduzir então que o caminho para a SURPRESA, que nos leva ao ENCANTAMENTO e à consequente FIDELIZAÇÃO, é fazer DI FE REN TE!

A obrigação de qualquer empresa séria que pretenda ser competitiva em seu segmento é ATENDER ÀS EXPECTATIVAS do mercado.

Todos concordamos que isto, nada mais é, que sua OBRIGAÇÃO.

Portanto, se você quer conquistar clientes, num mercado onde existem muitos fazendo a sua obrigação, o seu desafio deve ser ANTECIPAR E SUPERAR ÀS EXPECTATIVAS, gerando a SURPRESA e, por decorrência, todo o processo que resultará na FIDELIZAÇÃO.

Agora que já sabemos que seu audiovisual corporativo precisa ser “apenas” MARAVILHOSO, SURPREENDENTE, ENCANTADOR, vamos para o próximo passo…

As etapas de um audiovisual corporativo

Agora chegamos à parte prática e vamos apresentar as etapas para a realização de uma peça audiovisual e abordar o que está envolvido em cada uma delas.

Esta divisão se dá para melhor compreensão e planejamento de todos os envolvidos no processo e cada uma tem suas particularidades e importância, lembrando que tudo opera em sintonia e, portanto, estas etapas se complementam e atuam de forma integrada.

O audiovisual é um só e todas as etapas e ações existem para que ele aconteça.

Infográfico das etapas do audiovisual corporativo

Etapa ZERO: Marketing...

O marketing é tudo
O marketing define a direção

Tudo existe por um motivo e todo motivo tem uma intenção.

No audiovisual corporativo também funciona exatamente assim.

Portanto, antes de qualquer coisa, é preciso saber exatamente o que se pretende com este audiovisual corporativo.

  • Qual a sua utilização prevista?
  • Qual será o público-alvo ou, mais especificamente, a “buyer persona” à qual esta peça se direciona?
  • Quais serão os veículos utilizados nesta divulgação?
  • Quais os resultados esperados?

Esta é a etapa do PLANEJAMENTO DE MARKETING.

Para que não seja uma peça solta no universo, sem objetivos claros, é preciso planejar e, a melhor forma de fazer isto, é responder a estes e outros questionamentos.

Um bom planejamento de marketing prevê todas as questões que envolvem a peça, a ação e os resultados.

Na maior parte dos casos, é possível imaginar se o PLANEJAMENTO é bem feito se, ao chegar na produção da peça, ele já está pronto.

Caso contrário, ainda é tempo de dimensionar todos os aspectos estratégicos da peça antes mesmo de iniciar seu planejamento de produção.

Junte sua equipe e mãos-a-obra.

  • UTILIZAÇÃO: Qual será o objetivo estratégico de seu audiovisual corporativo? Possivelmente será divulgar a imagem institucional de seu empreendimento, oferecendo uma visão filosófica de suas posturas empresariais, mercadológicas, sociais e políticas, mas escreva isto, tenha isto registrado, faça uma pauta para nortear todos os demais passos nesta empreitada;
  • PÚBLICO: Trace o perfil do público ao qual esta mensagem se destina. Hoje é possível chegar bem perto deste perfil, através daquilo que chamamos de “buyer persona”, um desenho bem específico do seu cliente. A característica de um audiovisual corporativo, por se tratar de uma peça institucional, tende a ampliar bastante o espectro de público para este direcionamento, isto se deve à linguagem mais universalizada e aos conteúdos que são apresentados, que não mudam, pois falam de história, estrutura, filosofia, posicionamento e outros elementos permanentes, mas tenha bem clara esta definição;
  • VEÍCULOS: Tempos de muitas possibilidades, tudo devido ao advento da internet e seus múltiplos canais de comunicação e contato com seu público. O MARKETING DIGITAL é um caminho natural para qualquer tipo de ação de marketing e, com o audiovisual corporativo, não é diferente. De alguma forma, sua peça estará disponível e acessível em seu site, no seu blog, num canal de Youtube e nas suas redes sociais. Pronto! Você já está utilizando o MARKETING DIGITAL. Monte uma estratégia, pense em atuar com engajamento e em aumento da credibilidade de sua empresa. Contrate um profissional e faça um plano de marketing digital, aproveitando ao máximo o potencial deste importante mecanismo de comunicação;
  • RESULTADOS: Avalie e planeje antecipadamente os resultados pretendidos com esta ação. Crie e monitore indicadores dos resultados. Numa associação com sua estratégia de marketing digital, é possível prever e controlar todas as respostas dadas aos seus estímulos estratégicos. Construa estes mapas e monitore.

É fundamental que você saiba exatamente, ou o mais próximo disto, quais são os OBJETIVOS de construir um audiovisual corporativo.

Etapa 01: Pré-produção...

a pré-produção
Definindo a trajetória para o alvo

Esta é uma etapa de PLANEJAMENTO e preparação.

Aqui a ideia começa a consolidar o sonho e a criar caminhos para que ele se transforme em realidade.

Podemos afirmar que esta é a fase intelectual, onde tudo é pensado e se encaminha para o papel, absorvendo a forma de projeto.

Defina a produtora e o roteirista:

Todas as etapas são importantes, mas a PRODUTORA e o ROTEIRISTA são peças-chave para o sucesso de seu audiovisual corporativo.

Neste momento você vai definir que empresa e quais são os profissionais que darão forma ao seu projeto, que vão torná-lo real.

É normal que produtora e roteirista sejam sócios ou parceiros.

Não é obrigatório, mas quanto maior for a sintonia entre estes dois personagens, mais fácil é a evolução do trabalho.

A produtora oferece o conhecimento e os equipamentos necessários.

Esteja certo de contratar alguém com um portfólio que dê segurança, que já tenha histórico em produções similares, especificamente de audiovisual corporativo, pois se trata de um trabalho diferenciado e requer qualidade.

Por falar em qualidade, tenha foco nos equipamentos que a produtora disponibiliza.

Existem muitas tecnologias no mercado, mas normalmente, dê preferência às produtoras que oferecem câmeras do estilo DSLR (Digital System Lens Recovery), que são máquinas originalmente desenvolvidas para fotografia profissional, mas que possuem a utilização adaptada para o vídeo, proporcionando um resultado muito superior aos oferecidos pelas filmadoras tradicionais.

Observe o conjunto de lentes, pois cada medida de lente possui uma utilização e um resultado específicos.

Esteja seguro que sua produtora pode atender todas as necessidades técnicas que seu projeto precisa.

Boas produtoras também vão oferecer acessórios como estabilizadores de movimento de câmera, gruas, trilhos (travellers) e sistemas de iluminação artificial.

É conveniente lembrar que um audiovisual corporativo é uma peça de permanência, tem longa durabilidade, é institucional e funciona, dentre outras coisas, como um registro histórico do empreendimento.

Isso demanda maior qualidade e, portanto, este deve ser um fator importante na hora de decidir qual será a produtora escolhida para executar a tarefa.

O roteirista:

O ROTEIRISTA precisa ser talentoso.

Mais do que um bom redator, ele precisa estar sintonizado com todas as etapas do processo, principalmente com as etapas embrionárias, quando a ideia nasce e se forma.

Cabe ao roteirista não apenas contar a história, mas imaginar o resultado final, prever enfoques, abordagens, textos, interpretações, locações, cenários.

O roteirista é quem coloca a ideia no papel e escreve os caminhos que devem ser percorridos para que se torne realidade.

O bom roteirista conhece o marketing, entende de estratégia, domina a comunicação e se expressa melhor do que qualquer outro profissional.

Um bom roteirista sabe explicar detalhes, sabe fazer uma ideia ser compreendida e consegue sintonizar a compreensão das pessoas.

Pauta e briefing que vão orientar o roteirista:

Aqui escrevemos as definições sobre o que se pretende.

O roteirista utiliza a pauta e o briefing para entender a história, os personagens, as passagens, características, peculiaridades, pessoas e sua importância no contexto e todos os aspectos que devem ser abordados no audiovisual corporativo.

Uma boa pauta é grande, explícita, minuciosa, detalhista, cheia de informações que possam ser relevantes na construção do roteiro.

Não economize informações e não se preocupe com a extensão de texto ou excesso de elementos, pois cabe ao roteirista classificar, dimensionar e harmonizar tudo que ele recebe, transformando este aglomerado de dados num projeto linear coeso e atraente.

Procure pensar num sentido temporal ao construir a pauta.

Tente iniciar no passado, buscando fatos relevantes do início, passando pelo presente, apresentando as características, potencialidades e posicionamento da empresa, e encaminhe o futuro, falando dos projetos, dos objetivos, das políticas de crescimento e os passos que estão sendo dados nesta direção.

Conheça e entenda o que é o argumento:

Um ARGUMENTO é a linha sobre a qual a ideia vai se desenvolver.

A partir do argumento o roteirista apresentará a “solução” que ele imaginou para a construção do audiovisual corporativo.

O argumento é o encaminhamento da história, a apresentação da ideia de uma forma geral.

É diferente do roteiro, que detalha cada ação, cena ou interpretação.

No argumento é feito um esboço da obra, que é utilizado para os processos iniciais de aprovação por parte dos envolvidos e interessados.

A partir dele é que novos passos são dados.

Hora de escrever a sinopse:

Por vezes a SINOPSE pode ser apresentada junto com o argumento, mas normalmente é feita depois, pois ela é oriunda do argumento e depende da sua aprovação.

A sinopse é onde o roteirista apresenta passagens, personagens, locações e a história, mas numa forma de descrição, caracterizando todos os elementos que estarão envolvidos na produção do audiovisual corporativo.

Por fim, o roteiro:

Esta é a peça principal de todo o projeto.

Vencidas as fases de argumento e sinopse, o roteiro é a história em sequência completa, detalhada, explicada em cada mínima ação.

Cada cena, movimento de câmera imaginado, fotografia da cena, posicionamento dos atores e personagens, iluminação, textos e locuções.

O roteiro bem feito deve prever praticamente tudo.

Bons roteiros são impressionantemente detalhistas.

Numeram cenas, determinam cenários, elementos de cenografia como vasos, cortinas, biombos, distribuição de móveis, etc.

No caso de um audiovisual corporativo não é costumeira uma transformação radical nos ambientes da empresa, pois a peça trata exatamente da atividade cotidiana do empreendimento e, além disto, um dos elementos fortes da estratégia, é que seja verdadeiro e, portanto, a composição dos espaços deve respeitar aquilo que os clientes já estão acostumados a conviver.

O roteirista deve considerar no roteiro estes posicionamentos espaciais.

O roteiro orienta todos os envolvidos, em todas etapas da produção, do início ao fim. Não é engessado, mas é rígido, pois é resultado da aprovação do contratante e cliente.

O roteiro orienta, sobretudo, o diretor, que na fase de produção, deverá estar perfeitamente sintonizado com todos os contextos envolvidos, desde a posição filosófica do trabalho, compreendendo a série de “porquês” que resultou naquele roteiro, naquelas sequências e naquela ideia.

O roteiro orienta atores, personagens, determina textos, locuções, animações e fotografia.

O roteiro de um audiovisual corporativo não envolve a produção de story board, pois trata de ambientes, eventos e personagens reais, não sendo necessário projetar uma realidade que já existe.

Ao contrário do cinema, não adaptamos a realidade ao filme, mas o filme à realidade.

Locações e cenografia:

A pré-produção precisa definir todos os ambientes que serão utilizados nas filmagens.

Lugares, que por vezes, podem ser em outras cidades, principalmente no caso da existência de filiais.

Nestes lugares, ainda é preciso realizar a locação específica, onde se definem ambientes, salas, prédios e todos os espaços físicos onde será realizada alguma captação de cenas para a peça.

É preciso definir os detalhes dentro de cada ambiente.

Cenários e elementos cenográficos.

Por tratar-se de um audiovisual corporativo, ao contrário de outros tipos de filmes, as mudanças nos ambientes costumam ser mínimas, pois parte importante da credibilidade está na forma natural com a qual as pessoas se recordam dos ambientes que são frequentados no cotidiano, por clientes, colaboradores e demais pessoas que compõem o dia-a-dia da empresa.

Cenas externas devem ser consideradas e as locações devem preparar estes espaços.

Análise de fotografia, demonstração estrutural e espacial, são elementos importantes na construção de um audiovisual corporativo.

Etapa 02: Produção...

Dando forma ao projeto
Dando forma ao projeto

Luzes, câmera, ação!

Certamente você já ouviu estes comandos em alguma circunstância.

É nesta etapa que eles costumam acontecer.

Aqui começa a construção prática do audiovisual.

Junta-se os elementos, pessoas, lugares e profissionais e se dá início aos processos de captação de cenas.

Equipe:

É claro que as equipes são definidas bem antes, nas etapas de planejamento e viabilidade do projeto.

Independente de quem sejam os contratados e envolvidos profissionalmente na tarefa, as atividades que precisam ser exercidas são bem específicas e, embora possam ser acumuladas por um ou outro profissional que possua esta capacidade e conhecimento, as funções são claras e impreteríveis.

Direção:

Deste personagem se exige amplo conhecimento de todas as etapas da produção.

O DIRETOR conhece cada detalhe de uma produção com estas características.

Sabe como se produz um roteiro, entende o projeto desde o argumento, entende a estratégia da produção, conhece profundamente fotografia, cenografia, interpretação, iluminação e entende perfeitamente os aspectos de pós-produção e acabamento.

O diretor enxerga a cena pronta antes mesmo dela ser gravada.

Ele tem a percepção dos movimentos de câmera, do potencial de captação de cada lente, as perspectivas de movimento de personagens, utilização de acessórios e recursos de gravação.

Assim como o roteirista é um bom escritor das cenas, o diretor é um excelente tradutor deste roteiro escrito para o mundo real.

É o responsável pela integração de todos os envolvidos, de forma a possibilitar que o resultado seja aquele esperado quando da concepção da peça e, se for talentoso, haverá de superar às expectativas.

Ao diretor estão afetas todas as responsabilidades da produção e todos se reportam a ele.

É característica de um bom diretor que ele tenha habilidade em lidar com pessoas e, sobretudo, com pessoas ligadas à arte, o que às fazem mais complicadas que o comum.

É dele a palavra final quando ocorre alguma dúvida ou divergência de entendimento quanto a algum enquadramento, ângulo, iluminação, interpretação ou qualquer outro elemento de cena.

O diretor deve acompanhar e se envolver em todas as etapas.

Você verá o diretor nas reuniões de briefing quando o projeto está iniciando e sentado ao lado do editor quando ele finaliza a peça.

Embora poderoso, o diretor não deve ser visto como um “chefe” ou um “mandatário“, ao contrário, um bom diretor deve ser visto como um realizador.

Captação e cinegrafista:

Este é outro elemento que deve ser talentoso.

Na verdade, se ele não for minimamente talentoso, a peça ficará comprometida.

Precisa ter domínio total da câmera, sabendo considerar as diferenças entre o olho humano, a lente e os sensores da câmera.

Precisa compensar estas diferenças com sua habilidade em regular o equipamento e as lentes, em sintonia com a iluminação e os acessórios, para que a fotografia da tomada seja perfeita.

O CINEGRAFISTA, além de sua tarefa bem definida, deve funcionar como uma espécie de consultor do diretor, de forma que estabeleçam uma sintonia que permita a compreensão da melhor solução para cada necessidade, cada enquadramento, cada cena.

Se você ainda não viu, certamente verá algum cinegrafista por aí pendurado, deitado no chão, gravando sob chuva natural ou cenográfica, enfiado em buracos ou balançando sobre precipícios.

É da função este desprendimento profissional e esta capacidade de gerar e aplicar soluções para que as cenas sejam cada vez mais completas e emocionantes.

Produtor e contrarregra:

O PRODUTOR coloca tudo o que é necessário ao alcance dos profissionais no momento em que aquilo é preciso.

Cuida de logística, com o transporte de pessoas e equipamentos, resolve aspectos de montagem e movimentação de equipamentos e cenários, orienta pessoas, verifica as condições cenográficas de acordo com o previsto.

Organiza e viabiliza locações, certifica-se que todos os envolvidos estão preparados, prontos e com tudo o que precisam para realizar sua parte no processo.

Intermedia recursos de todas as ordens e está pronto a receber solicitações e gerar soluções em todas as etapas do projeto.

As gravações:

O grande momento.

Embora o planejamento, quando é bem feito, consegue prever mais de 90% das intercorrências de produção, existem elementos que são imponderáveis.

O clima, por exemplo.

Embora um acerto cada vez maior nos prognósticos, ninguém sabe com exatidão se vai chover em determinado horário ou local.

  • Teremos neblina?
  • A umidade do ar irá comprometer a transparência das lentes?
  • A fotografia projetada terá a iluminação natural necessária?
  • O tempo não estará seco demais?
  • Qual a velocidade do vento? E sua direção?

Estes são apenas alguns dos fatores de clima que podem interferir diretamente sobre as gravações.

Normalmente os aspectos de clima são os mais decisivos sobre os atrasos ou problemas de produção, pois muito pouco ou quase nada pode ser feito para contornar estes eventos.

  • Todos os atores e personagens estarão presentes?
  • Todos terão condições intelectuais, emocionais e de saúde nas datas de gravação?
  • Todos estão de acordo e com a participação devidamente autorizada?
  • Todos sabem exatamente o que precisam fazer em cena e estão aptos a isto?
  • Existe harmonia entre as equipes de produção e os atores e personagens?
  • Existe sintonia fina entre o diretor e a equipe de produção com os responsáveis pela aprovação do trabalho?

Pessoas são elemento chave em qualquer processo humano.

Não seria humano se não fosse feito por pessoas, com pessoas e para pessoas.

Saber se todas as pessoas envolvidas vão “funcionar” como o previsto nas datas e momentos de gravação é algo tão imponderável quanto as condições de clima.

  • Os equipamentos vão funcionar?
  • As câmeras estão prontas e funcionais?
  • Existem baterias carregadas e fontes de energia suficientes para as gravações?
  • Os acessórios estão regulados adequadamente?
  • Os sistemas de iluminação foram testados e possuem garantia de que vão funcionar?
  • Monitores estão funcionais e disponíveis para avaliação das cenas?

Os aspectos que dependem de equipamento e tecnologia são os mais fáceis de controlar.

São poucas as possibilidades de falhas e erros, embora elas existam e devam ser cuidadas.

O imponderável é que algo que nunca falhou, falhe.

– Isto é impossível?

– Não?

Então é necessário se prevenir e, se você fez opção por uma boa produtora, ela terá sistemas e equipamentos de reserva para cada situação.

Basicamente, tudo precisa ser pensado para que o mergulho aconteça.

Não dá para descobrir que o ar não é suficiente depois de atingir uma profundidade em que não dá mais pra voltar.

Trabalhos profissionais possuem checklists prontos e completos para cada etapa antes mesmo de chegar ao momento da gravação.

Dependendo do porte da produção, são reservadas sequências de dias inteiros para teste de equipamentos, regulagens finas, ensaios de pessoas e estrutura, movimentos de câmeras são repetidos à exaustão.

Baterias são testadas e retestadas, estruturas de movimento como travellers e gruas são montadas, desmontadas, remontadas e redesmontadas indefinidamente.

Luzes são posicionadas, reposicionadas, reguladas, aplicadas gelatinas e filtros, visando proporcionar o ideal em fotografia.

Os tempos de cena são cronometrados e os tempos de gravação também.

Tudo gira em torno de prazos e o projeto inteiro vira uma corrida no cumprimento de metas.

É fundamental planejar tudo.

Antever cada detalhe, cada circunstância e, sobretudo, definir quais são os pontos críticos, onde poderá acontecer um problema e prever sua solução antecipada.

Ser profissional é fazer bem feito e, por sua vez, fazer bem feito requer cuidados extremos com cada mínimo detalhe.

Esteja certo de ter contratado uma produtora “chata”, detalhista, experiente, capaz de transferir e proporcionar segurança a todos os envolvidos, pois trata-se de uma peça importante, já que é a alma da realização de todo o projeto.

Etapa 03: Pós-Produção...

O momento da qualidade
O momento de fazer a diferença pela qualidade

Aqui é o começo do fim.

Isto mesmo!

Na PÓS-PRODUÇÃO se inicia a fase que vai finalizar a peça.

Sempre em sintonia com o roteiro, as cenas serão montadas nas sequências corretas.

Serão incorporados os áudios e trilhas complementares.

Nesta etapa são realizadas correções e acabamento técnico.

Decupar e compilar:

Talvez você não esteja familiarizado com o termo decupar, mas basicamente se trata de pré-cortar, classificar e escolher as cenas selecionadas para cada parte do roteiro.

Normalmente, a captação grava duas, três ou até mais vezes uma mesma cena.

São questões de ajustes no momento da gravação, além da tradicional margem de segurança.

Um bom trabalho de captação sempre grava, no mínimo, duas vezes cada uma das cenas.

Decupar é selecionar, cortar e separar as cenas que foram escolhidas entre as opções existentes.

O profissional faz esta seleção e agrupa por etapas do roteiro.

Cada conjunto de cenas decupadas monta uma compilação.

As compilações de cenas são posicionadas de forma bruta na linha de edição do programa utilizado para a edição, onde posteriormente se dará a tarefa de montagem.

Editar:

Nesta etapa começa a montagem propriamente dita.

Outro profissional onde o talento é um diferencial de qualidade é o EDITOR.

Como tantos outros elementos envolvidos no processo, é preciso se assegurar da contratação de um bom profissional.

Normalmente ele vem no “pacote” da contratação da produtora, por isto, não esqueça de discutir este importante detalhe na negociação quando da definição dos profissionais que serão responsáveis pela produção.

Editar não é apenas cortar e ordenar cenas.

Um audiovisual corporativo, como o próprio nome já sugere, é uma composição entre áudio e vídeo.

É na edição que se dá esta combinação, que precisa ser harmônica, equilibrada e perfeitamente sintonizada com o roteiro.

Algumas produções mais elaboradas possuem um roteiro específico para a edição.

Um bom editor funciona como um compositor de uma música, aliás, a integração da música, as trilhas, a sonorização, com a composição das cenas, é a base do sucesso de toda a tarefa.

A transição das cenas, os efeitos de passagem entre uma cena e outra, entre as mudanças de linguagem e a própria dinâmica do filme, todos estes elementos precisam estar sintonizados, em perfeita harmonia.

Babávamos há alguns anos quando víamos efeitos que julgávamos impressionantes nas primeiras edições de filmes como Guerra nas Estrelas (Star Wars), ou Jurassic Park e tantos outros filmes que nos acostumamos a chamar de “futuristas“, tamanho era o rol de efeitos visuais utilizados, compostos com animações incríveis.

O mais incrível é que o tempo passou e hoje, num simples notebook, é possível utilizar programas diversos que produzem efeitos até bem mais completos e impressionantes que os que nos acostumamos a ver no cinema.

A utilização destes diversos recursos de animação, transição, inserção de caracteres e tantos recursos que não param de se proliferar no segmento da produção de vídeos, está disponível na mesa de qualquer editor que se preze.

Como tudo na vida, o equilíbrio na utilização destes recursos é um elemento determinante de qualidade no acabamento da peça.

Não se pode deixar de usar efeitos, mas não se deve fazê-lo em excesso.

É o editor que insere locuções, que equaliza o áudio, que provoca emoções a partir de efeitos visuais e sonoros.

Acabamento:

Uma etapa que consolida todo o trabalho.

Nesta fase se faz a FINALIZAÇÃO, com a CORREÇÃO de cores, sincronização de transições, purificação de áudios, modulação.

No acabamento é feito o dimensionamento final da peça, sua duração definitiva, a aplicação de assinaturas que estejam previstas no roteiro, normalmente com marca e slogan.

Esta assinatura é inserida, normalmente, com uma linda e expressiva cena de finalização, com a aplicação de logomarca em efeito de animação.

Alguns projetos preveem mais de uma versão para uma peça de audiovisual corporativo.

Em alguns casos é projetada uma versão reduzida, um trailer para ser usado num pré-lançamento, uma versão comercial do filme e, em certas situações, até uma versão estendida.

Uma boa ideia é produzir um making off da produção, com cenas extras, mostrando a operação nas diversas etapas de produção e das equipes trabalhando.

É sempre bom pensar em todas estas possibilidades, pois aumenta o espectro de utilização das peças e otimiza a relação de custo e benefício do projeto.

Aqui tudo se realiza.

Nesta etapa que a produtora irá disponibilizar as peças definidas no projeto, em formato de utilização universal, em alto padrão de qualidade, prontas para consumo e distribuição em todas as mídias.

Audiovisual corporativo é a mais poderosa ferramenta de comunicação institucional da empresa

Nada é mais poderoso

Audiovisual corporativo nos leva à redundância, pois passamos insistindo na importância do vídeo como a ferramenta de comunicação mais completa que existe.

Cansamos de mencionar a importância do vídeo nas estratégias de comunicação de qualquer empresa, de qualquer porte, em qualquer segmento.

Chega a ser irresponsável projetar qualquer esforço de marketing nos tempos atuais que não preveja dois componentes fundamentais: marketing digital e vídeo online.

Um não vive sem o outro, e seu empreendimento não vive no mundo moderno sem os dois.

São diversas as modalidades, formatos e aplicações que o vídeo possibilita hoje.

Lógico que um bom profissional vai assessorar sua empresa para construir uma estratégia adequada para suas aspirações, que possivelmente, se for uma boa estratégia, vai propor a utilização de um ou mais tipos de vídeo, mas provavelmente, o mais importante, por ser universal, institucional e determinante, é o audiovisual corporativo.

Um audiovisual corporativo é a alma de sua empresa sendo exposta de forma qualificada ao mercado.

Um audiovisual corporativo é a ferramenta que fala de seu empreendimento quando você ou seus representantes não estiverem presentes.

Provavelmente, nem você mesmo, em pessoa, seja capaz de dar a mensagem pretendida quanto um audiovisual corporativo bem elaborado.

Não se pode ignorar que um minuto de vídeo equivale a 1,8 milhão de palavras.

Num audiovisual corporativo você carrega emoção, transfere credibilidade e empresta segurança à imagem de sua empresa.

Nenhuma outra ferramenta tem tamanho potencial quanto um audiovisual corporativo.

Pronto!

Se você chegou até este ponto de leitura, provavelmente já se convenceu em encaminhar a produção do audiovisual corporativo da sua empresa.

Saiba que este é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada.

Saiba que a responsabilidade maior é sua.

A decisão de fazer um bom trabalho, assumir esta diretriz e fazer com que a coisa aconteça de uma maneira superior é um compromisso exclusivamente seu.

É sua a responsabilidade de eleger os parceiros corretos para esta tarefa tão importante, de escolher os profissionais e tudo o que está envolvido no projeto.

Procure especialistas.

Não especialistas em discursos, marra e prepotência, pois o mercado está saturado disto, e nem sempre o que ganha prêmio, dá resultados.

Tenha o cuidado de buscar históricos, referências, portfolios sólidos e profissionais comprometidos em receber não apenas pelo seu trabalho, mas pelo RESULTADO do trabalho que sejam capazes de proporcionar.

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